November 14 2012

Rosangela Lotfi

Consórcio ou financiamento: qual o melhor?

O consórcio e financiamento bancário são opções diferentes para quem quer adquirir um bem, seja um carro, um imóvel, uma moto, mas não possui todo o dinheiro disponível para o pagamento à vista. Ambos têm vantagens e desvantagens. Para decidir entre uma modalidade e outra o consumidor deve conhecer bem as duas e saber qual  objetivo quer alcançar.


A modalidade mais utilizada pelos brasileiros é o financiamento. Paga-se no financiamento o valor que se quer emprestado da instituição financeira para efetuar a compra e também os juros cobrados que incidem sobre este valor. Se o objetivo é comprar um automóvel o financiamento é o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e as taxas de juros variam de instituição para instituição. O financiamento de carros tem uma das menores taxas de juros do mercado, pois em caso de inadimplência, a retomada do bem é fácil. Se o financiamento for de um imóvel há três tipos de tabela (Price, Sac e Sacre) em que variam as taxas de juros e os prazos para pagamento. O valor das parcelas limita-se a 30% do total da renda do consumidor ou de sua família. A maior vantagem do financiamento é a aquisição imediata do bem que sai no nome do consumidor, porém alienado à instituição financeira, como garantia. É possível vender este bem mesmo sem estar totalmente quitado.

As desvantagens são as taxas de juros. A economia brasileira vem amadurecendo, os juros estão caindo, mas ainda são muito altos em comparação a outros países mais desenvolvidos. Além das taxas de juros, incide sobre o financiamento o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

Consórcio é uma modalidade de financiamento e é a única que não cobra juros. É um sistema de compra formado por grupos de pessoas (físicas ou jurídicas)  e quotas, que funciona como um financiamento convencional. Essas pessoas se reúnem por meio de uma administradora de consórcio autorizada pelo Banco Central, para uma poupança coletiva em que cada membro contribui com um valor mensalmente com o objetivo de autofinanciar a compra de um bem ou serviço. Para ser contemplado com a carta de crédito para realizar a compra, é preciso ser sorteado ou então dar um lance para obtê-la antes do término do prazo. Como depende de sorteio ou sucesso ao dar o lance, o consorciado não pode ter o imóvel ou o carro no momento em que deseja e essa é a principal desvantagem dessa modalidade. Além disso, é preciso pagar as prestações do consórcio até o fim do prazo. Quem atrasa o pagamento fica sujeito a multas e não poderá participar dos sorteios.

Não há cobrança de juros, o consorciado contribui mensalmente formando uma poupança. É indicado para quem não tem pressa para a compra de um bem ou serviço já que a carta de crédito só é conquistada via sorteio (em que todos os participantes em dia com o pagamento concorrem em iguais condições) ou lance seguindo critérios definidos pelo contrato. Além da ausência de juros, outra vantagem é que induz o consorciado a ter disciplina financeira. Há taxas que são pagas como taxa de administração à administradora  que costuma ser menor do que os juros cobrados pelos bancos e, dependendo do consórcio taxas para fundo de reserva e seguro constituído justamente para cobrir um certo nível de inadimplência. Se por algum motivo o bem ou serviço sofrerem aumento durante a vigência do contrato é o consorciado quem arca com as diferenças.

A principal diferença que diferencia o consórcio de um financiamento normal, é o risco de crédito. No caso de um financiamento, o risco de crédito pertence à instituição financeira. É ela que corre o risco de você não pagar o empréstimo. Já no caso de um consórcio, o risco de crédito é do grupo. Ou seja, é seu. Você assume o risco de crédito de todos os outros participantes do seu grupo.

Conhecendo os riscos, vantagens e desvantagens de cada modalidade, fazendo as contas dos custos, o consumidor certamente fará a melhor opção para realizar seus sonhos de consumo.

Sobre o autor: Rosângela Lotfi

Rosângela Lotfi é jornalista especializada em economia e negócios, mas com múltiplos interesses. Possui experiência e atua em mídias impressas [jornais, revistas] e internet, nos quais produz conteúdos informativos e insitucionais. Atua também como ghostwriter.


Discussão

aldiclei June 25, 2013 at 11:28 pm

Olá,
Muito bom, deu para tirar minhas dúvidas e estabelecer qual dos dois é melhor para mim.

Obrigada!

Carlos Cavalcanti March 2, 2014 at 1:44 am

Olá,
Discordo quando o autora do texto afirma que o risco do crédito é, em outras palavras, do seu consorciado. A Sra. Rosângela deveria ler a lei que fala sobre consórcio. Depois que ela ler irá entender que o Banco Central é quem assumirá o risco, se for o caso passa o grupo para ser administrado por outra administradora, isso em se tratando de casos extremos.
Até mais.

Fernando Fernandes April 24, 2014 at 9:40 pm

Através do Consórcio da Porto Seguro S.A. (desde 1945) é possível adquirir um carro com até 3 anos de uso, pagando em até 80 meses sem juros, utilizar lance de até 30% do valor da carta de crédito, e até mesmo quitar o financiamento de seu veículo.

Acesse http://www.consorcio.org para solicitar uma simulação sem compromisso.

leonardo antonio morais June 4, 2014 at 10:09 pm

Bom dia,

Como faço para saber o valor da prestação que vou pagar, e quanto tempo irei pagar o meu imóvel?

Grato.

Márcia F. Silva. June 6, 2014 at 4:39 pm

Bom dia,

Gostaria de saber o valor do consórcio de um imóvel(casa).

Obrigada.

NACÉLIO June 24, 2014 at 9:00 pm

Olá,

Obrigado, deu para entender os dois processos. Gostaria de receber uma simulação sem compromisso.

Grato.

denis de almeida pereira June 29, 2014 at 7:02 pm

Bom dia,

Muito bom!

Att.

Postar um comentário